Escrito por: Leonardo Bernini, General Manager, Brazil, ARQ Finance
Principais lições deste artigo
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Em 2025, o Brasil registrou a segunda maior saída líquida de dólares da história, com US$ 33,3 bilhões, enquanto o número de brasileiros com ativos no exterior mais que triplicou entre 2018 e 2023. O real perdeu cerca de 70% do seu valor frente ao dólar na última década, cotação que também é refletida em ativos virtuais lastreados na moeda, como o dólar digital (USDc). Essa trajetória torna a diversificação em ativos lastreados em moeda estrangeira uma estratégia relevante para brasileiros das classes A, B1 e B2.
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Alocar entre 10% e 30% do patrimônio em USDc pode oferecer proteção cambial, acesso a ETFs e ações americanas e saldo operacional para gastos internacionais. Aportes graduais ajudam a reduzir o risco de timing.5
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O custo efetivo total (CET) é o principal diferencial competitivo. O ARQ opera com CET de 0,5%, enquanto concorrentes relevantes ficam entre 4,3% e 10%, o que impacta o patrimônio ao longo do tempo.4
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Para começar a converter, enviar, receber, guardar e investir em USDc e EURc com CET de 0,5%, conheça o ARQ.4
Contexto macroeconômico de 2025–2026
O real perdeu aproximadamente 70% do seu valor frente ao dólar nos últimos dez anos, cotação que também é refletida em ativos virtuais lastreados na moeda, como o dólar digital (USDc). Esse movimento não foi linear, mas se manteve consistente ao longo do tempo. Crises fiscais, instabilidade política e choques externos pressionaram a moeda brasileira de forma recorrente.
Em 2025, o Brasil registrou o segundo maior saldo negativo de saída de dólares de sua história, com US$ 33,3 bilhões em fluxo líquido negativo. No mesmo período, o número de brasileiros declarando ativos no exterior passou de 263.500 em 2018 para 861.100 em 2023, segundo dados da Receita Federal, o que representa um crescimento superior a três vezes em cinco anos.
Esse cenário indica uma mudança estrutural no comportamento do investidor brasileiro. A internacionalização do patrimônio deixou de ser exclusividade de grandes fortunas e passou a integrar a agenda de profissionais com renda elevada e perfil global. Para esse público, a questão deixou de ser se se deve alocar em moeda estrangeira e passou a ser como e quanto alocar.
Quando faz sentido alocar em USDc?
Investidores brasileiros com perfil moderado costumam alocar parte do patrimônio em ativos internacionais. Essa alocação combina exposição a renda variável global por meio de ETFs, posições em renda fixa americana de curto prazo como reserva de valor e fundos temáticos em setores como tecnologia, saúde e infraestrutura global.

Para o perfil predominante deste guia, formado por profissionais entre 35 e 45 anos, classes A, B1 e B2, com alguma sofisticação financeira, a alocação em USDc costuma fazer sentido em três situações principais:
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Proteção cambial: proteção contra a desvalorização do real em horizontes de médio e longo prazo.
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Diversificação internacional: diversificação de portfólio com acesso ao mercado americano de ações e ETFs.
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Uso no dia a dia global: manutenção de saldo operacional em moeda forte para viagens, compras internacionais ou recebimento de pagamentos do exterior.
Essas três situações não exigem alocação imediata de todo o capital. Construir posição ao longo do tempo, em aportes regulares, reduz a exposição ao risco de timing cambial. Essa abordagem é especialmente relevante porque o real pode apresentar volatilidade de curto prazo mesmo em tendências de desvalorização de longo prazo.
Veja como aportes graduais funcionam na prática. Simule sua primeira conversão no ARQ.
Riscos reais de investir em dólar
A exposição a ativos virtuais lastreados em moeda estrangeira envolve riscos que precisam ser avaliados antes de qualquer alocação.
Risco cambial: flutuações no câmbio entre o real e o dólar amplificam ganhos ou perdas no momento da conversão de volta para reais. Se o real se valorizar de forma relevante, os retornos em reais podem ficar abaixo dos rendimentos em USDc.
Risco regulatório: investidores brasileiros com ativos no exterior precisam considerar o cenário regulatório do país de destino e as regras brasileiras aplicáveis. Mudanças na legislação podem alterar o custo total e a operacionalidade.
Risco de contraparte: a solidez da plataforma que custodia os ativos é um fator central. Plataformas não reguladas ou sem estrutura robusta de proteção de ativos representam risco adicional.
Risco operacional: pagamentos internacionais via SWIFT podem levar de 1 a 3 dias úteis e envolver múltiplos intermediários, o que gera custos e atrasos imprevistos. Plataformas que utilizam infraestrutura de ativos virtuais tendem a reduzir esse tipo de risco.
Risco de taxa de juros: quando as taxas de juros nos EUA sobem, o valor de mercado de títulos de renda fixa americanos de prazo mais longo cai. Para quem mantém saldo em USDc com rendimento variável, esse risco é menor, mas continua relevante em alocações em renda fixa americana.
Comparação de custos totais
O custo efetivo total (CET) é o principal critério para comparar plataformas de acesso a ativos em moeda estrangeira. Esse custo inclui o spread de câmbio, tarifas fixas e outros custos embutidos na operação.
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Plataforma |
Custo efetivo total, conversão BRL → USDc/USD |
Suporte a EURc ou EUR |
Rendimento em conta remunerada internacional2,3 |
|---|---|---|---|
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ARQ |
0,5% |
EURc (sim) |
Até 4,5% a.a. em USDc, varia por plano |
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Wise |
4,3–5,0% |
EUR (sim) |
Sim, em USD pelo Rende+ |
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Nomad |
4,5–5,5% |
Não |
Não |
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C6 Global |
4,25–4,4% |
EUR (sim) |
Não |
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Avenue |
1,6–5,45%, varia por conta e volume |
EUR (sim) |
Não |
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Inter Global |
4,3–4,5% |
EUR (sim) |
Não |
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Bancos tradicionais |
7–10% |
Variável |
Não |
Dados pesquisados em julho de 2026. Custos sujeitos a alterações. Verificar nos sites oficiais de cada plataforma antes de operar.
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Plataforma |
Custo efetivo total, BRL → USDc/USD para investimentos4 |
Comissão por operação |
|---|---|---|
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ARQ |
0,5% |
Zero |
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Concorrentes, média |
2,1–3,1% |
Varia (por exemplo, US$ 2,50 por trade na Avenue) |
Dados pesquisados em julho de 2026.
Métodos disponíveis no mercado
O mercado brasileiro oferece diferentes caminhos para acessar exposição a ativos em moeda estrangeira. Cada caminho tem estrutura de custo e perfil de uso específicos.
As opções se distribuem em faixas de custo distintas. Bancos tradicionais operam com CET entre 7% e 10%, reflexo de infraestrutura legada e processos mais burocráticos. Plataformas digitais como a Wise e a Nomad reduzem esse custo, mas ainda trabalham com spreads relevantes. Ativos virtuais lastreados em moeda estrangeira, como USDc e EURc, permitem uma terceira via com custos operacionais menores.4

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Bancos tradicionais: CET de 7–10% na conversão, processos burocráticos e ausência de conta remunerada internacional competitiva.4
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Wise: CET de 4,3–5,0%, conta multimoeda com cartão e rendimento em USD pelo Rende+, sem acesso a ações ou ETFs americanos.4
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Nomad: CET de 4,5–5,5%, conta em dólar com cartão e investimentos, sem suporte ao euro.4
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Avenue: CET de 1,6–5,45% conforme conta e volume, com comissão de US$ 2,50 por operação em ações.4
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C6 Global: CET de 4,25–4,4%, conta em dólar e euro com cartão e investimentos.4
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Inter Global: CET de 4,3–4,5%, conta em dólar com cartão, ações e ETFs.4
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Ativos virtuais lastreados em moeda estrangeira: uso de USDc e EURc para conversão, custódia e rendimento com custos operacionais menores. O ARQ atua nesse modelo, com CET de 0,5%.4
Como o ARQ atende cada perfil de uso?
O ARQ não é uma instituição financeira. O ARQ exerce atividades reguladas pelo Banco Central do Brasil por meio da Atlas Brasil.
A plataforma atende cinco perfis principais de usuário. Todos têm acesso ao mesmo CET de 0,5% na conversão.4

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Viajante: deposita reais via Pix, converte para USDc ou EURc e gasta com o cartão global Mastercard do ARQ.1 O pagamento ocorre sem IOF ou spread oculto ao gastar do saldo em ativos virtuais lastreados em moeda estrangeira.
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Investidor: acessa ações e ETFs americanos com zero comissão, investimento mínimo de US$ 1 e liquidação instantânea. O cadastro leva menos de 2 minutos com RG, CNH, RNM ou passaporte, sem necessidade de endereço nos EUA, SSN ou ITIN.5
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Freelancer e trabalhador remoto: recebe pagamentos de plataformas como Deel, Upwork e OnTop diretamente em USDc. O recebimento ocorre por meio de dados de conta nos EUA, com routing number e account number, ou por IBAN europeu, sem conversão forçada.
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Comprador online: paga assinaturas e compras internacionais com o cartão global do ARQ. O cartão não cobra IOF e oferece cashback de até 2% nos planos Premium e Prestige.1
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Remetente: envia ativos virtuais para contas nos EUA, Europa, México, Colômbia e Argentina com CET de 0,5% e taxa fixa de US$ 3 por envio no plano Standard. Nos planos Premium e Prestige, o envio é gratuito.4
O saldo em USDc na conta remunerada rende até 4,5% ao ano no plano Prestige e o saldo em reais rende até 120% do CDI nos planos Premium e Prestige, com liquidez diária.2 Rendimentos podem mudar ao longo do tempo. Rentabilidade passada não é indicativa de rentabilidade futura.

O SIPC oferece proteção de até US$ 500.000 para contas de investimento nos EUA na modalidade Wealth. Essa proteção não se aplica à conta remunerada nem a investimentos no Brasil.
O ARQ utiliza seguro FDIC de até US$ 250.000 em depósitos nos EUA por meio do Regent Bank, em base pass-through em caso de falência de instituições depositárias seguradas. A aplicação desse seguro depende do atendimento a condições específicas.
Compare o custo de 0,5% do ARQ com as alternativas de mercado. Faça sua simulação.4
Perguntas frequentes
Investir em USDc vale a pena para quem já tem renda fixa no Brasil?
Investir em USDc pode fazer sentido como complemento. A renda fixa brasileira oferece retornos nominais elevados, mas fica exposta à desvalorização do real. Uma alocação de 10% a 30% em ativos virtuais lastreados em moeda estrangeira, como USDc, adiciona diversificação e ajuda a proteger o patrimônio de ciclos de depreciação cambial. As duas estratégias podem coexistir. O ARQ permite manter saldo em USDc com rendimento de até 4,5% ao ano e saldo em reais com até 120% do CDI na mesma conta, com liquidez diária.2,3
Quais são os riscos de manter ativos em USDc no Brasil?
Os principais riscos são risco cambial, risco regulatório, risco de contraparte e risco operacional. Se o real se valorizar, os retornos convertidos para reais diminuem. Mudanças na legislação brasileira ou americana podem afetar custo e operacionalidade. A solidez da plataforma custodiante é essencial. Falhas técnicas ou de infraestrutura também podem afetar operações.
Como o ARQ consegue cobrar apenas 0,5% de custo efetivo total?4
O ARQ utiliza infraestrutura de ativos virtuais para realizar conversões em tempo real com custos operacionais menores do que os de bancos tradicionais e contas globais convencionais. Enquanto bancos tradicionais costumam cobrar entre 7% e 10% e plataformas como a Nomad e a Wise operam na faixa de 4,3% a 5,5%, o ARQ trabalha com CET de 0,5%, valor até 20 vezes menor em alguns cenários. O custo total aparece antes da confirmação da operação, sem spreads ocultos.4
Preciso ter vínculo com os EUA para usar o ARQ?
Não é necessário ter vínculo com os EUA. O cadastro no ARQ leva menos de 2 minutos e utiliza documentos brasileiros, como RG, CNH, RNM ou passaporte, além de uma selfie. Não há exigência de endereço nos EUA, SSN ou ITIN. Após o cadastro, o usuário recebe acesso imediato ao cartão virtual, pode adicioná-lo ao Apple Pay ou Google Pay e pode começar a converter reais em USDc ou EURc pelo app do ARQ.
Qual é a diferença entre USDc e um fundo cambial?
Fundos cambiais são veículos de investimento coletivo distribuídos por gestoras e corretoras brasileiras. Esses fundos cobram taxa de administração anual e, em alguns casos, taxa de performance. O custo total de um fundo cambial inclui o spread de câmbio na entrada e na saída, a taxa de administração e eventuais taxas de performance. O USDc é um ativo virtual lastreado 1:1 em dólares americanos, mantido diretamente na conta do usuário. No ARQ, o custo de conversão é de 0,5% e não há taxa de administração recorrente sobre o saldo em USDc.4
Recomendação prática
Brasileiros com perfil global que buscam diversificação patrimonial em 2026 podem considerar uma alocação de 10% a 30% em ativos virtuais lastreados em moeda estrangeira. Essa estratégia se apoia em dados macroeconômicos consistentes, como a desvalorização de 70% do real na última década, a aceleração das saídas de capital e o crescimento de três vezes no número de brasileiros com ativos no exterior desde 2018.
O custo de acesso a essa exposição varia de 0,5% a 10% conforme a plataforma escolhida. Essa diferença, acumulada ao longo de anos de aportes e conversões, representa uma parcela relevante do patrimônio.4
Comece sua diversificação internacional com o ARQ. Abra sua conta em menos de 2 minutos.
O ARQ não é uma instituição financeira. As operações envolvem ativos virtuais e estão sujeitas a riscos. Leia atentamente os Termos e Condições.
1 O cartão internacional é emitido por DolarApp S.A. de C.V., em contrato com a Mastercard.
2 Retire o saldo a qualquer momento. Rendimentos sujeitos a alterações.
3 Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
4 As conversões são baseadas em dados de mercado obtidos em julho de 2026 e são fornecidas apenas para fins informativos. Os valores podem variar e diferir no momento da execução.
5 A distribuição de valores mobiliários a investidores brasileiros é realizada pela Oslo Capital DTVM S.A., e em conformidade com a regulamentação aplicável. Os serviços da ARQ envolvem ativos virtuais. Mais informações em arqfinance.com.
ARQ não é uma instituição financeira. As operações envolvem ativos virtuais e estão sujeitas a riscos. Leia atentamente os Termos e Condições.


